Diagnóstico Ayurvédico e as Seis Fases da Doença

Para começar a entender a condição de uma pessoa em termos de saúde, principalmente quando se observa na visão de uma medicina natural como o Ayurveda, é necessário entender que os desequilíbrios podem ter origens de todos os lados. Como seres psico-físico-sociais que somos, tendemos a acertos e erros nesses três campos, e pequenos ou grandes desequilíbrios podem começar em apenas um deles. Podemos começar um desequilíbrio com má alimentação (físico), através de um relacionamento ruim (psico) ou mesmo se ficamos muito isolados e sem pertencer a nenhum grupo (social).

A Origem das Doenças e os Doshas

diagrama dos doshasNos cursos e eventos do Ayurveda, costuma-se dizer que “tudo é ayurvédico”. Isso significa apenas que todos os fatos e coisas que tomamos contato durante a nossa vida possuem gunas (qualidades) como a dos doshas, e dependendo da sua prakriti (constituição de biotipo essencial), esses fatos e coisas produzem os seus efeitos em nós. Quando algo que tomamos contato aumenta muito uma característica intrínseca do dosha que já temos predominância, ou quando há um antagonismo grande demais entre essas qualidades, o corpo e a mente entram em trabalho de compensação desse hiato. E assim começam os desequilíbrios, assim nascem as doenças.
Se você ainda tem dúvidas sobre o conceito de doshas, veja esse artigo.

Estágios de Evolução das Doenças

O Ayurveda discrimina seis estágios de desenvolvimento das patologias, de acordo com a sua evolução no indivíduo, transposição dos dhatus (tecidos) e alcance de subdoshas. Esses estágios representam apenas fases onde posiciona-se o diagnóstico, afim de decidir os meios terapêuticos utilizados e medir a complexidade do caminho à cura. Não há limites exatos entre cada fase, e trata-se de um conceito didático, que facilita o diagnóstico por parte do terapeuta.

Estágio de Acúmulo – Sañcaya

mulher com a mão na nuca devido a um desconfortoÉ a primeira fase do desequilíbrio orgânico no indivíduo, quando a pessoa começa a perceber que há algo diferente ou errado. Essa fase é caracterizada por algum incômodo que pode ocorrer em pequenos níveis, mas que já oferece uma indicação de que algum agente interno ou externo (emoções e conflitos, hábitos, alimentação ou ambiente) está causando desequilíbrio na constituição essencial (prakriti). Pode ser uma sensação de peso no estômago, cólicas, ardências ou dores de cabeça.

Estágio de Agravamento ou Intensificação (Prakopa)

Quando o primeiro sinal na fase do acúmulo foi ignorado, ou o problema não pôde ser sanado, há um acúmulo do desequilíbrio no dosha. Essa é apenas uma evolução da primeira fase, mas os resultados físicos começam a aparecer de forma mais evidente. Podem ocorrer enxaquecas, queimação gástrica, insônia, flatulência ou náuseas.

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Estágio de Disseminação ou Difusão (Prasara)

Com o aumento do desequilíbrio de forma gradual, o sintomas sofrerão progressões preocupantes, e haverá uma disseminação do dosha acumulado para outras regiões, além da área inicialmente afetada.  Essa fase fica evidente com a análise dos subdoshas em desequilíbrio, e também pode ser observada através da análise dos sintomas na fisiologia ocidental moderna, por meio de alterações nos funcionamento regular dos órgãos.

Estágio de Localização (Sthanasañraya)

Nessa fase ocorre a “instalação” do desequilíbrio em partes mais vulneráveis e suscetíveis, de acordo com a constituição do biotipo do indivíduo. Dessa forma, órgãos ou tecidos específicos começam a ser afetados, e estamos assim um passo antes do corpo manifestar uma doença do ponto de vista médico.

Estágio de Manifestação (Vyakti)

ursinho de pelúcia doente, com bandagem e termômetroA partir daqui a medicina moderna inicia a classificação do desequilíbrio como doença, ou seja, o estado patológico fica evidente. A especificidade dos sintomas do desequilíbrio aparecem claramente após a fase de localização, e se o paciente chegar ao consultório já nessa fase ( o que é o mais comum), fica mais difícil entender o processo da doença, sendo necessária uma análise e anamnese completa para conseguir percorrer os estágios anteriores e determinar qualquer causa ao desequilíbrio inicial.

Fase de Complicação (Bheda)

A fase da complicação já possui ocorrências maiores e muitas vezes irreversíveis. Aqui o paciente não chega mais com queixas, e sim com problemas complicados e sintomas que requerem intervenção médica imediata, muitas vezes levando o indivíduo ao óbito. E aqui entendemos o grande alerta da medicina natural ao excesso de ocupação externa com trabalho no mundo moderno, já que mesmo quando a doença se torna evidente na fase de localização, a pessoa não escuta o próprio corpo (por estar distraída ou ocupada demais) e acaba adoecendo gravemente nessa última fase.
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